A realidade de Sua humanidade
Texto: “E o Verbo Se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14)
Domingo – Na presença do mistério
Texto: “Evidentemente, grande é o mistério da piedade: Aquele que foi manifestado na carne foi justificado em espírito, contemplado por anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, recebido na glória.” (I Tim. 3:16)
No mundo em que vivemos ninguém quer ser rebaixado de posição. O empregado quer ser gerente de seção; o gerente de seção quer ser gerente da empresa; o gerente da empresa quer ser diretor geral; o diretor geral quer ser sócio majoritário; o sócio majoritário quer ser proprietário e este, por sua vez quer ampliar as fronteiras de sua empresa comprando os menores até chegar ao domínio absoluto de sua área no mercado.
Quando estudamos a humanidade de Jesus Cristo nos deparamos com o que o apóstolo Paulo fala no texto de hoje: um “grande mistério”. Como pode alguém, tendo o domínio absoluto do universo, com uma natureza física e mental infinitamente superior à nossa, se rebaixar à humanidade assumindo sua natureza?
Nenhum escritor bíblico se detém em defender a humanidade de Jesus, simplesmente a anunciam. Crêem que Ele é divino, Filho de Deus (“...e o Verbo se fez carne.”, Jo. 1:1,14). Crêem que Ele é humano, “...nascido de mulher” (Gal. 4:4), gerado pelo Espírito Santo e não de homem (Mat. 1:18-24). Claramente seus argumentos não se destinavam a contradizer a posição de oponentes racionalistas ou científicos, apenas a testemunhar de sua fé. A ênfase esta mais no mistério da encarnação de Cristo motivado pelo amor (João 3:16) do que em dar provas de sua humanidade.
“Cristo foi um homem real.” (I ME, p. 244). Sob hipótese alguma podemos afirmar que Cristo não foi um homem. “Ele tomou sobre Si a natureza humana, natureza inferior à Sua natureza celestial... Cristo não fingiu assumir a natureza humana; Ele de fato a tomou sobre Si. Em realidade possui a natureza humana”. (I ME, 246-247).
Pr. Adriel Barreto Sales
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